domingo, 31 de julho de 2011

SANTIFICAÇÃO

    "Segui a paz com todos e santificação, sem a qual ninguém verá ao Senhor" (Hb 12:14 RA).
    "Segundo é santo aquele que vos chamou, tornai-vos santos também vós mesmos em todo vosso entendimento” (I Pe 1:15 RA).
    Como vemos, a santificação é algo muito importante, além de ser algo que surge naturalmente da nossa união com Cristo, Ela é também progressiva, ou seja, adquirida no dia a dia de nossa vida cristã.
Definição:
    Podemos defini-la, observando-a em duas direções: exclusividade e pureza. Quanto à exclusividade, uma coisa é tida como santa quando é separada, tem exclusividade para um determinado fim. Podemos pegar como exemplo, os utensílios usados no culto ao Senhor no Antigo Testamento. Eles eram santificados e de uso exclusivo para aquele fim. Eram os mesmos utensílios usados em casa pelos Israelitas, porém, o que fazia a diferença era o fato de somente serem usados no culto divino. Tanto o altar, quanto os utensílios foram ungidos para demonstrar exclusividade (Ex 40:10 RA). Quanto à pureza, é uma introdução à natureza moral implícita na santificação dos seres humanos. Observe os versículos abaixo.
"Quem subirá ao monte do Senhor? Quem há de permanecer no seu santo lugar? O que é limpo de mãos e puro de coração, que não entrega sua alma à falsidade, nem jura dolosamente" (Sl 24:3-4).
    Percebemos nesse trecho a evidência entre santo lugar e mãos limpas e pureza de coração. Notou ênfases aos valores morais?
    A santificação, além do lado positivo, também pode ser vista de forma negativa em alguns aspectos. Calma, não se assuste!
    Quando falo que a santificação também pode ser vista de forma negativa, refiro-me a alguns que a entendem mal, por isso, na vida dos tais ela pode trazer negatividade. A santidade não nos converte em Anjos, pelo contrário, ela nos faz plenamente humanos. Alguns quando começam buscarem a santidade, passam a isolar-se do convívio social, menosprezando os outros. Outros acham que devem abster-se da prática sexual para santificar-se. Porém quero salientar que foi Deus e não o diabo que inventou o sexo. Veja: "Digno de honra entre todos seja o matrimônio, bem como o leito sem mácula, porque Deus julgará os impuros e adúlteros" (Hb 13:4RA).
    Positivamente, a santificação tem tudo a ver com saúde, separação, e serviço. Importante observarmos que o modelo ou paradígma de nossa santificação é Jesus e não seu primo "João Batista". Veja o que Jesus disse: "Pois veio João Batista, não comendo pão, nem bebendo vinho, e dizeis: Tem demônio! Veio o Filho do Homem, comendo e bebendo, e dizeis: Eis aí um glutão e bebedor de vinho, amigo dos publicanos e pecadores!" (Lc 7:33-34 RA). João Batista ficava meio sem entender e mandou pessoas irem a Jesus perguntar se ele era o Cristo, ou se haviam de esperarem outro. Veja que a santificação não é evidenciada por costumes diferentes, mas por uma qualidade de vida diferente. Enquanto João vivia afastado da sociedade, Jesus vivia dentro dela. Mas uma vez quero lembrar que nosso modelo de santificação, é Jesus e não João Batista. Leia: (Lc 7:22-23).
Polaridades ou dicotomias da santificação.
Pode ser objetiva e subjetiva:
     A santificação objetiva é aquela que depende da natureza. O que separa um ser humano do outro é seu relacionamento com Cristo. Uma pessoa pode está em Cristo e ainda estar vivendo aquém do padrão de Deus. Sua santificação objetiva é garantida, (porque está em Cristo), mas sua santificação subjetiva é comprometida, porque não está se sujeitando à vontade d'Ele. Veja com atenção a ilustração a seguir.
"No Antigo Testamento, todos os animais cabiam em duas categorias, os limpos e os imundos, ou pertencia a uma categoria, ou outra. Agora vamos tomar como exemplo, um porco e uma ovelha, você deve saber qual categoria que se encaixam. Agora veja, se pegarmos o porco e dermos um banho nele, obviamente, vai está limpo, mas não vai deixar de pertencer à categoria dos imundos. Da mesma forma, se sujarmos a ovelha todinha de lama, ela vai está suja, mas não vai deixar de pertencer à categoria dos limpos. Teremos um animal limpo que é imundo, e um animal imundo que é limpo. Conseguiu entender? Quando a ovelha se suja, continua pertencendo a classe de animais limpos. Do outro lado, o porco continua pertencendo a de animais imundos, mesmo estando limpo, não importa quantos banhos receba". Esta ilustração simplifica a dificuldade que enfrentamos dentro e fora da Igreja. Algumas pessoas salvas estão sujas, enquanto outras pessoas perdidas estão limpas. O Apóstolo Paulo não vê contradição ao chamar crentes pecadores de santos ou afirmar que tem pessoas no mundo que são menos pecadoras do que os crentes da Igreja.
"à Igreja de Deus que está em Corinto, aos santificados em Cristo Jesus, chamados para ser santos, com todos que em todo lugar invocam o nome do Senhor Jesus Cristo, Senhor deles e nosso" (I Co 1:2 RA).
"Geralmente, se ouve que há entre vós imoralidade e imoralidade tal, como nem mesmo entre os gentios, isto é, haver quem se atreva a possuir a mulher de seu próprio pai" (I Co 5:1 RA).
Pode ser interna e externa:    A santificação externa obviamente é aquela que pode ser vista através dos usos e costumes, tais como: Cabelo, roupa, comportamento, etc. Os fariseus estavam preocupados com estas coisas. Cada instituição eclesiástica tem o direito de estabelecer seus padrões sociais. Conferir, (Rm 14: 2,3-5).
    Quanto à santificação interna, já que a conformidade com Cristo é nosso alvo, é importante que conheçamos a atitude de Cristo em relação à santificação. Diferente dos fariseus de seu tampo, Jesus estava pouco preocupado com as coisas externas, exceto, em insistir por ser batizado por João. Uma santificação interna é aquela que operada dentro de nós pelo Espírito Santo, a palavra de Deus e a presença de Cristo. À medida que vamos nos santificando, internamente, as coisas externas vão sendo transformadas, e os frutos começam aparecerem. Portanto, é importante que a santificação comece de dentro para fora. Ler (Mt 23:25-28).
Pode ser imediata e progressiva:    Esta consideração está ligada diretamente ao tempo. Para saber quando a santificação ocorre, leia atentamente os versículos abaixo para perceber o aspecto imediato.
“Ou não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não vos enganeis: Nem impuros, nem idólatras, nem adúlteros, nem efeminados, nem sodomitas, nem ladrões, nem avarentos, nem bêbados, nem maldizentes, nem roubadores herdarão o reino de Deus. Tais fostes alguns de vós, mas vós vos lavastes, mas fostes santificados, mas fostes justificados em nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito de nosso Deus” ( I Co 6: 9-11 RA).
    Obviamente os cristãos em corinto haviam sido santificados! Como explicar, então a questão do seu comportamento reprovável? Sabemos que na Igreja havia todo tipo de pecado: divisões (I Co 1:10), Imoralidade ( I Co 5:1), Litígio ( I Co 6:1), Glutonaria e bebedeiras ( I Co 11:21) e ainda falsa doutrina ( I Co 15:12).
    Foi rápido e fácil Deus tirar seu povo do Egito, porém, foi difícil e lento o processo de tirar o Egito de seu povo. Jesus foi concebido instantânea e milagrosamente, mas foi entregue a um processo natural e longo de maturidade humana. Semelhantemente, somos regenerados instantânea e milagrosamente, mas somos entregues a um processo natural e longo de maturidade cristã. Eventualmente, seremos totalmente santificados (I Jo 3:2 RA).
Pode ser uma parceria divina e humana:    Como você está percebendo é muito fácil radicalizar a verdade, mas a Bíblia nos ensina o equilíbrio. A santificação é tanto objetiva como subjetiva; ela é uma questão externa como também é interna; é algo que acontece imediato, mas também custa a vida inteira.
    Nesta ultima consideração de dicotomias ligadas à santificação vamos enfatizar sobre a fonte ou responsabilidade de santificação.
“Assim, pois, amados meus, como sempre obedecestes, não só na minha presença, porém, muito mais agora, na minha ausência, desenvolvei a vossa salvação com temor e tremor; porque Deus é quem efetua em vós tanto o querer como o realizar, segundo a sua vontade” (Fl 2:12-13).
    Há ampla evidência bíblica que sugere que o cristão precisa assumir responsabilidade para sua vida e fazer progresso na santificação. Paulo chama a atenção os filipenses para necessidade de uma parceria. Ele os encarrega do desenvolvimento da sua salvação – que interpreto como sendo a sua santificação.
    Deus nos amou primeiro, nos escolheu e nos resgatou com seu maravilhoso amor e misericórdia; nos lavou e santificou de imediato. Cabe a nós agora, no decorrer de nossa caminhada procurar desenvolver progressivamente e com responsabilidade uma santificação equilibrada, que venha refletir em nossos procedimentos e atos, gerando crescimento tanto para nós como também para o Reino de Deus. Leia (I Pe 1: 3-11). Amém.           
                                                                         Josildo S. Neves

CONFLITO INTERNO

     Problemas, problemas, incertezas e desilusões. A alma triste e abatida, chorando buscando uma saída, as forças já não existem, e agora o que fazer?
    Como é difícil lutar contra algo ou alguém que parece ser bem maior que nós! Existem momentos que nos sentimos como um nada, um nada mesmo, pois temos um Deus todo poderoso, no entanto, nossa fé é tão pequena que nos envergonhamos, tentamos nos esconder em nosso próprio interior. Mas não dá, existe algo sempre nos denunciando, e constantemente diz: você está aí, tem que enfrentar, tem que lutar! Como lutar, se nosso opositor é traiçoeiro, quando achamos que vamos conseguir, logo vem à queda, tudo volta a ser pior, o sentimento de culpas e de derrota, torna-se ainda mais monstruoso.
    Não dá, não consigo, eu me rendo, mesmo sabendo que não é a coisa certa a fazer. Miserável que sou, pois tenho feito o mal e quero colher o bem. De que se queixa o homem, a não ser do seu próprio mal? Eu mesmo, eu sou a causa do mal, o motivo do caos que tanto odeio. Deus só me fez o bem, no entanto, eu busquei o mal. Negligenciei seu amor, e agora estou provando sua justiça. O que fazer? Sinto-me vencido e derrotado, desnorteado sem saber para onde ir, nem o que fazer para vencer esta guerra interior.
    O medo tem tomado conta de mim e as culpas têm erguido barreiras. Vejo um grande abismo em minha frente, estou prestes a cair nele, porém, dependo da ajuda de alguém que está irado comigo, que situação complicada! Como sair dela, o que devo fazer? Se estiverdes me ouvindo, se ainda não virastes as costas para mim, por favor me ajude, me concedas forças. Eu sei a saída, mas não sei como chegar nela, me ilumine e me mostre a direção. Não desista de mim, ainda que por algum momento eu tenha me esquecido de ti, ou tenha te entristecido, mais eu te rogo misericórdia, ajuda-me faz-me novamente um vencedor.
                                                                  Josildo S Neves

ECLESIOLOGIA - A Igreja como organização e como organismo.

 Introdução
    Eclesiologia é um campo da Teologia que trata a respeito da doutrina da Igreja. Quando falamos em doutrina, muitos confundem com costumes culturais da Igreja. Apesar de serem coisas distintas, somos obrigados a fazer citações referentes, quando tratamos da Eclesiologia. Especificamente iremos tratar do assunto com muita cautela, mostrando além da teoria também aplicações práticas.
    É um assunto muito abrangente e um tanto polêmico, porém, não é esse o intuito. Nosso objetivo é levar conhecimento ao povo de Deus, com responsabilidade e respaldo bíblico.
A NATUREZA DA IGREJA
    A palavra Igreja aparece 73 vezes no novo testamento. Vem da palavra grega “ekklesia” (igreja), literalmente, refere-se à reunião de um povo, por convocação. O conjunto de povo de Deus reunido com o propósito de adorar ao todo criador, como cidadãos dos céus. Porém vamos tratar desta natureza de duas perspectivas diferentes: A Igreja como organização e a Igreja como organismo.                     
COMO ORGANIZAÇÃO
    Organização significa um conjunto de pessoas, ou um processo onde várias pessoas buscam um relacionamento, a fim de atingirem um objetivo comum. Como organização, a Igreja aparece em vários trechos da Bíblia, porém, os capítulos 2 e três do livro de Apocalipse nos trazem um entendimento melhor sobre o tema. A mensagem de Cristo as sete Igrejas locais existentes no Oeste da Ásia Menor, com o propósito de instruir, advertir e edificar, é uma revelação do que Jesus ama e quer ver nas Igrejas locais, cada uma com suas particularidades.
    A igreja como organização é provavelmente o primeiro contato dos crentes com a Eclesiologia. É uma prática normal para os crentes, ou pelo menos para a maioria, quando encontra outro que não o conhece, porém percebe que o tal também é crente, logo pergunta: de que Igreja você faz parte? Em outras palavras, querem saber de que organização eclesiástica aquela pessoa pertence. Se o interrogado responde que faz parte de uma organização eclesiástica semelhante a nossa, logo estabelecemos amizade, caso contrário, dificilmente estabelecemos vínculo de comunhão. Meditar (Mc 9.38-41).
COMO ORGANISMO
    A Igreja como organismo, tem várias ilustrações na Bíblia, porém, o Apóstolo Paulo quando escreveu aos Efésios, nos deixou várias possibilidades de entendimento e melhor compreensão a respeito do assunto. Segue nove referências que evidenciam a Igreja como organismo:
     1. “E pôs todas as coisas debaixo dos pés, e para ser o cabeça sobre toda as coisas, o deu a Igreja” (Ef 1.22).
     2. “Para que, pela Igreja, a multiforme sabedoria de Deus se torne conhecida, agora, dos principados e potestades nos lugares celestiais” (Ef 3.10).
     3. “A Ele seja a glória, na Igreja e em Cristo Jesus, por todas as gerações, para todo o sempre, amém” (Ef 3.21).
     4. “Porque o marido é o cabeça da mulher, como Cristo é o cabeça da Igreja, sendo este mesmo o Salvador do Corpo” (Ef 5.23).
     5. “Como, porém, a Igreja está sujeita a Cristo, assim também as mulheres sejam em tudo submissas ao seu marido” (Ef 5.24).
     6. “Maridos, amai vossas mulheres, como também Cristo amou a Igreja e a si mesmo se entregou por ela” (Ef 5.25).
     7. “Para apresentar a si mesmo Igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, porém santa e sem defeito” (Ef 5.27).
     8. “Porém ninguém jamais odiou a própria carne, antes, a alimenta e dela cuida, como também Cristo o faz com a Igreja” (Ef 5.29).
     9. “Grande é este mistério, mas eu me refiro a Cristo e à Igreja” (Ef 5.32).
    Vejamos agora cinco diferenças entre a Igreja como organização e como organismo.
COMO ORGANIZAÇÃO                                         COMO ORGANISMO
1 – É VISÍVEL                                                           1 – É INVISÍVEL
2 – É LOCAL                                                             2 – É UNIVERSAL
3 – É HUMANA                                                        3 – É DIVINA
4 – É TEMPORÁRIA                                                 4 – É PERPÉTUA
5 – É IMPERFEITA                                                    5 – É PERFEITA
COMO ORGANIZAÇÃO                                        COMO ORGANISMO
1 – É visível                                                                1 – É invisível
    Notamos aqui duas grandes diferenças: de um lado a Igreja é visível, do outro é invisível. Podemos dizer que o lado visível da Igreja é o mais prático e fácil de entender. Dizemos que é o lugar físico, onde as pessoas reunem-se para cultuar. Onde fica tua Igreja? Alguém pergunta. Você logo responde, fica na rua tal, nº tal, bairro tal. Agora imaginemos o susto que a pessoa iria levar se disséssemos que não sabíamos, pois nossa Igreja era invisível.                                                                                                                    Outros aspectos da Igreja visível incluem:                                                                                                 
*Seu patrimônio físico: Construções, móveis, instrumentos, veículos, telefones, etc.
*Os símbolos: Sua bandeira, brasão, papel timbrado, cartões de membros e credenciais de lideranças.      *Também incluem as saudações convencionais como, por exemplo, na Assembléia de Deus no Brasil: “A paz do Senhor para os irmãos”.                                                                                                                     *Seu patrimônio não físico: Herança doutrinária e cultural e suas obras marcantes que contribuem para sua história.
*Seus estatutos e regimentos internos que expressam seus padrões de doutrinas e cultura.
*Seus membros e congregados, e suas lideranças.
 Ainda existem outros itens, porém, estes já nos bastam para entendermos o assunto. Veremos agora sobre o aspecto invisível da Igreja como organismo.
    Esta parte da Igreja como organismo é um pouco mais difícil de entender, ou melhor, de aceitarmos alguns pontos que são polêmicos. A Igreja como organismo refere-se à união mística de todos aqueles que são salvos em Jesus Cristo. Quando pensamos a cerca do povo de Deus reunidos lá no céu, será que conseguimos pensar que haverá lá pessoas de outras organizações eclesiásticas? Tomara que sim! Agora vamos imaginar onde se encontram esses irmãos hoje. Será naquela igrejinha, onde passamos por ela e a desprezamos por ser diferente. Ou naquela denominação que parece nos ofender?
    Irei um pouco mais além. Será que conseguimos imaginar que na nossa Igreja existam pessoas membros, que de fato não fazem parte da Igreja invisível de Cristo? As coisas tornam-se um pouco complicadas se não entendermos a diferença entre Igreja como organização visível e Igreja como organismo invisível. Para um melhor entendimento: (Ap 3.14-21). Jesus se encontrava do lado de fora da Igreja visível, mas queria entrar na vida daquela que conseguisse ouvir sua voz. Irmãos deixo aqui uma grande pergunta: Como está a nossa Igreja invisível com Jesus, Ele está do lado de dentro ou do lado de fora? Como organização visível, ela está aprovada ou reprovada? É triste como uma Igreja pode se enganar enquanto organização. A igreja de Laudicéia se achava rica, abastada, não lhes faltava nada, mas Jesus a via como pobre, miserável, cega e nua!
COMO ORGANIZAÇÃO                                  COMO ORGANISMO
2 - É local                                                             2 - É universal  
    Observamos que tanto o aspecto local, como o universal, são conceitos geográficos. Existem Igrejas que têm trabalhos em outros países, em outros estados ou em outras cidades. Mas mesmo tendo uma difusão fora de suas fronteiras, mesmo assim, como organização ela não deixa de ser local. Somente a Igreja como organismo é universal. Ela ajunta todos os salvos do mundo inteiro, como povos, línguas e tribos, e estes se encontrarão juntos no céu. Todos os crentes unidos formam o corpo de Cristo.
    Tiramos aqui grandes lições da diferença entre Igreja local e universal: 1) A nossa Igreja, por maior que seja, é pequena em relação à Igreja de nosso Senhor Jesus Cristo, que é universal. 2) Como membros de uma Igreja local, nunca devemos esquecer a importância maior de sermos membros da Igreja universal. Devemos nos esforçar não apenas em favor de nossa Igreja, mas em favor de toda Igreja de nosso Senhor no mundo. Quando oramos em favor da Igreja, devemos sempre ter em mente que Jesus não se equaciona ou se iguala ao crescimento de nossa Igreja local. Jesus está edificando a sua Igreja, não a nossa!
COMO ORGANIZAÇÃO                                     COMO ORGANISMO
3 - É humana                                                           3 - É divina 
     A igreja é uma instituição humana, mas como organismo é uma criação de Deus. A Igreja como organização é uma instituição humana, mas isso, não quer dizer que Deus não se envolveu na sua criação. Muitos homens receberam o chamado de Deus, foram inspirados pelo Espírito Santo, pregaram o Evangelho, o povo se converteu, daí então criaram as organizações civis de acordo com as leis do país e suas preferências culturais. Não vejo nada de errado nisso.
    Torna-se um problema, quando alguém pensa que todos os costumes de sua Igreja vieram de Deus. Se analisarmos bem, até na mesma denominação há diferenças e divergências em relação a costumes. Mas isso é normal, todos nós temos nossas individualidades, um gosta de uma coisa, outro de outra e assim por diante.
    No entanto, a Igreja como organismo, é uma criação de Deus e todos os membros têm as mesmas características - membros de um corpo. Todos nasceram do Espírito Santo e este testifica com cada um, que é de fato filhos de Deus, co-herdeiros com Jesus Cristo, e que tem uma cidadania estrangeira – não somos mais desta terra, nossa cidadania está nos céus. Quem pertence à Igreja de nosso Senhor Jesus Cristo, confessa que, na verdade não temos aqui cidade permanente, mas buscamos a que há de vir (Hb 13.14).
COMO ORGANIZAÇÃO                             COMO ORGANISMO
4 - É temporária                                              4 - perpétua           
    Falar da natureza da Igreja como temporária assusta muitas pessoas. Os próprios Discípulos de Jesus ficaram assustados com as palavras de Jesus. Quando eles saíram do Templo, ficaram maravilhados com a beleza do mesmo, pois muitos deles eram do interior, não estava acostumados com construções tão magníficas como aquela. Quase delirando um deles exclamou: “Mestre, que pedras, que construção! Mas Jesus lhe disse: Vês estas grandes construções? Não ficará pedra sobre pedra, que não seja derribada. No monte das Oliveiras, defronte do Templo, achava-se Jesus assentado, quando Pedro, Tiago, João e André lhe perguntaram em particular: Dize-nos quando sucederão” (Mc13.1-4).
    Como organização, a Igreja é temporária. Sua Igreja, minha Igreja, todas elas tiveram um início, um meio e certamente terão um fim! Todo dinheiro empregado em construções está eventualmente perdido! Não ficará pedra sobre pedra! Pedro, Tiago, João e André estavam espantados, por isso queriam saber quando! O importante para nós não é saber quando nem como, gravar a verdade. Chegará um dia em que não existirá a minha Igreja, minha denominação, mas não fique triste! Tudo isso há de passar para que o permanente possa se manifestar.
    A igreja como organização é apenas como se fosse o andaime que precisamos para levantar a estrutura da Igreja como organismo. Uma vez que a construção é terminada, por que lamentar o desmantelamento do andaime? Somos nós, não nossos prédios, a Igreja do Senhor, que por sua vez é perpétua, quando cessar aqui na terra, continuará nos céus.
COMO ORGANIZAÇÃO                                    COMO ORGANISMO
5 - É imperfeita                                                       5 - É perfeita
    Provavelmente não é tão necessário frisar a imperfeição da organização eclesiástica que pertencemos. Geralmente todos nós já experimentamos essa imperfeição de alguma forma. Eventualmente todos nós já verificamos a necessidade de alguma melhoria em nossa Igreja como organização. Por mais perfeita que seja, a igreja como organização a única utilidade: Ser dispensada e trocada pela mais perfeita. Não quero sugerir de forma alguma, que devemos deixar de nos preocuparmos, de zelarmos por nossa Igreja como organização, pelo contrário, devemos zelar por ela e fazer com que o Reino de Deus apareça nela.
    Por outro lado, a perfeição da Igreja como organismo, não significa que ela já alcançou plena maturidade. Mas ela está a caminho. Redimida pelo Sangue de Jesus, nascida do Espírito Santo, está se desenvolvendo na direção da perfeição, debaixo da graça de Jesus (Ef 4.11-16).
    Acabamos de conhecer um pouco a respeito da Eclesiologia, uma parte da Teologia que trata sobre as doutrinas da Igreja. Além dessa parte que fala sobre a Igreja como organização e organismo, a eclesiologia ainda trata sobre os tipos de liderança, as ordenanças, a vocação e os dons espirituais reservados para Igreja. É um assunto maravilhoso. Leia a respeito e você vai se impactar e maravilhar-se.
 
                  Josildo S. Neves – Curso básico de Teologia – IDE (SP) e estudante de RH e Gestão de Pessoas.

A ARTE DA LIDERANÇA

     Estamos vivendo numa sociedade moderna, onde as pessoas, ou pelo menos grande parte delas estão buscando informações e inteirações a respeito de seus direitos.
    A era Tylorista, onde as pessoas eram vistas como sendo uma peça da engrenagem da máquina, já não existe, as pessoas agora são vistas como algo de valor, como colaboradores e não apenas como simples operários. As organizações na sua grande maioria têm cada vez mais valorizado seu capital humano, pois sabem que apesar do avanço tecnológico, ainda assim, há uma grande necessidade de trabalhar em parceria com os colaboradores. Por isso as grandes empresas têm se preocupado e investido na capacitação de seus líderes e gestores. Elas sabem muito bem, pois as pesquisas têm comprovado - funcionários motivados e satisfeitos, produzem bem e com qualidade, ao contrário, além de não produzirem bem, passam a gerar prejuízos financeiros para a organização, refletindo também na relação e satisfação do cliente externo.
    Apesar da evolução, ainda há grande apatia entre lideranças e colaboradores. Muitos líderes ainda não estão preparados para administrarem uma grande variedade de personalidades, ou melhor, não estão preparados para lidarem com pessoas. Há um refrão de uma música que diz: “não se iluda, pois nada muda se você não mudar”. Moldar pessoas requer muita flexibilidade. Talvez quando começarmos a mudar-nos, então conseguiremos moldar os outros. No entanto, o mais importante não é transformar as pessoas naquilo que queremos que elas sejam – o mérito está em saber conciliar diferenças, transformando-as em convivências harmoniosas. Conflitos sempre irão existir, pois faz parte do processo e até contribui para o amadurecimento do grupo, porém, uma boa convivência, depende muito de quem está na liderança. Vale lembrar que, o bom desempenho do processo produtivo é de inteira responsabilidade do líder.
    Qual o perfil ideal de um líder? Autocrático ou democrático? Bem, depende muito da individualidade de cada um e das necessidades existentes no ambiente. É sabido que um líder democrático consegue melhores resultados e aprovações por parte dos liderados. Porém, há momentos que é necessário incorporar o estilo autocrático para por as coisas no devido lugar. O líder deve ter a percepção para identificar as habilidades e competências, também às deficiências de cada colaborador. Desta forma, ele conseguirá explorá-las com êxito e usá-las no momento oportuno, para o crescimento mútuo.
    Liderar é uma arte. Nem todo mundo é artista, no entanto, pode aprender se quiser tornar-se um líder.


                                                                   Josildo S. Neves

ATRIBUTOS DO LÍDER

      Para ser um bom líder, ou um líder bem sucedido, é necessário dar atenção e praticar algumas atribuições. Atribuições estas, que determinarão o êxito da carreira do tal. Pois são a base para crescer e chegar ao topo.
    1 - Integridade: Um bom líder, além dos resultados e metas atingidos, ele também se torna um exemplo a ser seguido, ou um referencial de vida para os seus liderados. Mas lembre-se; as pessoas não seguem alguém que não seja um exemplo, alguém em quem elas não possam confiar. Ninguém respeita uma pessoa que não segue as próprias regras, pois o que o líder faz, exerce mais impacto sobre os liderados do que aquilo que ele diz.  As coisas que falamos podem ser esquecidas facilmente, porém, as que fazemos não são esquecidas tão fáceis.
    Hipocrisia não faz parte do mundo íntegro. O ditado que diz: “faça o que eu mando, mas não faça o que eu faço”, não funciona quando se quer ser um bom líder. Perfeitos nunca vamos ser, mas para ser um líder bem sucedido, deve-se trabalhar com bastante dedicação a questão da integridade. Para ser íntegro, deve-se ser: reto, inatingível, justo, imparcial, exato, preciso, legítimo e virtuoso. Notou quantas qualidades deve ter um líder íntegro? Parece até impossível, tendo em vista que somos imperfeitos, mas para ser um bom líder deve-se buscar com diligência estas qualidades.
   2 -  Caráter: Traços psicológicos, as qualidades, firmeza nas atitudes, o modo de ser, sentir e agir de um indivíduo são qualidades do caráter. Para obter e cultivar estas qualidades, o líder deve buscar adquirir sabedoria e discernimento. Estas riquezas não são obtidas de graça, exigem um trabalho árduo e muita dedicação. Kenneth boa, diz: “Da  mesma  forma  que  é  impossível  pagar  uma  pessoa  para  desenvolver  a musculatura em nosso lugar, também não é possível pagar alguém para desenvolver o vigor de nosso caráter. Se quisermos adquirir mais forças, nós mesmos temos que levantar os pesos”. Também não é possível adquirir um caráter da noite para o dia – isso requer tempo e esforço.
    Nosso caráter não deve oscilar de acordo com a opinião pública ou com o medo, mas deve ser firme. As atitudes de um líder devem ser um convite ao seguimento de seus passos. O caráter não é algo de técnica externa, mas de realidade interna, expõe autenticidade. Ele é forjado nas pequenas coisas da vida. Os grandes fatos da vida podem ser considerados exames finais que revelam a verdadeira natureza de nosso interior, de nosso eu. Mas é nas decisões que aparentemente não têm importâncias que nosso caráter é fortalecido, pouco a pouco.
    3 - Valores: Os valores são essenciais para a liderança eficiente. São as verdades inegociáveis e indiscutíveis que impulsionam e direcionam nosso comportamento. São motivacionais, já que explicam o motivo pelo qual fazemos as coisas, e são restritos já que estabelecem fronteiras em torno de nosso comportamento.
    Não importa onde estamos. Se na empresa, em nosso lar ou na sociedade, os valores centrais devem ser preservados, pois traz benefícios para todos. Porém, uma coisa é saber o que é correto, e outra é fazê-lo de forma consistente. O primeiro passo para uma liderança eficiente é a definição dos valores centrais. Enquanto isso não for feito, o líder não terá uma direção certa. É impossível definir visão, missão, estratégia e resultados a alcançar antes de os valores estarem claros. O ser humano costuma racionalizar a vida, de forma a persuadir a si mesmo de que tudo está bem, independentemente do que aconteça.
    Existe um dilema em separar ou determinar quem é mais importante entre valores primários e secundários. Michael Hackman e Craiq Jonhson nos apresentam algumas definições que irá nos auxiliar nesse dilema. Dizem eles: Os valores estão no cerne da identidade de um indivíduo, de um grupo ou de uma organização. Os Valores são concepções ou juízos relativamente duradouros sobre o que consideramos importante. Existem dois tipos de valores, “finais” – relacionados com alvos para a vida toda. E “Instrumentais” – que governam os comportamentos que atingem os valores finais. Segue lista de alguns valores finais: Liberdade, respeito por si mesmo, amor maduro, segurança da família, amizade verdadeira, sabedoria, igualdade, etc. Instrumentais: Ser amoroso, independente, capaz, de mente aberta, honesto, responsável, ambicioso, perdoador, autocontrolado e corajoso. O líder para ser eficiente precisa saber que, identificar e comunicar valores é uma tarefa essencial. Colocar na ordem de importância nossos valores finais e instrumentais, formando assim uma breve declaração de visão, pois será muito importante para evitar que percamos o foco de nossos objetivos.
   4 -  Propósito e Paixão: Sabemos que para sermos bem sucedidos em qualquer coisa que fizermos, em qualquer segmento de nossa vida, temos que ter propósitos. Por que fazer? Aonde pretendo chegar? Qual o alvo? Mas além de propósito, um líder para ser bem sucedido, precisa ter paixão. John C Maxwell, disse: nunca trabalhei um dia se quer em minha vida, ou seja, sempre colocou paixão em seu trabalho, tornando-o como uma diversão.
    Seguir a sua paixão é o segredo para alcançar o seu potencial. Você não consegue chegar ao melhor de seu potencial sem perseguir sua paixão. A paixão é um recurso imensurável para qualquer pessoa, mas principalmente para os líderes, fazendo-os prosseguir  quando  os  outros  desistem,  contagiando  e  atraindo  parceiros, impulsionando-os quando precisar atravessar os momentos mais difíceis, dando-os energia e entusiasmo para continuar. Talento, oportunidade, conhecimento e uma ótima equipe, são suportes muito importantes para o sucesso de um líder, mas se não tiver paixão, o fracasso é certo. A paixão é o diferencial, é que distingue o extraordinário do comum.
    Perseguir sua paixão faz toda diferença do mundo. A paixão nos abastece de energia e desejo, consedendo-nos vontade de vencer. E, como diz o escritor David Ambros, “Se você tem vontade de vencer, já alcançou metade do sucesso; se não tem, já alcançou metade do fracasso”. Ponha paixão naquilo que faz, faça com amor e não apenas por obrigação, e você verá a diferença em sua vida.
    5 - Humildade: É difícil admitir que não sabemos tanto quanto achamos saber. E certamente não estamos no controle de tudo tanto quanto gostaríamos de estar. O primeiro teste de um homem verdadeiramente notável é sua humildade.
    Quando falo em humildade, não me refiro especificamente à questão de forças, maneira de vestir-se ou posição social. Muitos têm uma idéia errônea a respeito de humildade, e a relacionam com forças, maneira de vestir-se e posição social. Uma pessoa que se veste de maneira muito simples ou não possui bens materiais, pode no entanto, não ser uma pessoa humilde. A humildade brota de dentro para fora, e é notada sem que precisemos forçar sua aparição. Um bom líder deve cultivar este atributo, ao contrário, não obterá muito sucesso em sua carreira. Reconhecer as próprias limitações, admitir que está sujeito ao erro, valorizar seus liderados, acatar idéias quando necessário e valorizar o trabalho do semelhante, são algumas dicas para praticar a humildade. Mas tome cuidado! Ter conhecimento da própria humildade e dizer que somos humildes é uma forma pervertida de orgulho, e isso já faz com que não sejamos humildes. O segredo da humildade é tirar os olhos de si mesmo.
    Benefícios e privilégios normalmente acompanham um líder bem sucedido. Tomar decisões que afetam a organização, delegar a implementação das decisões, “fazer a coisa acontecer”, exercer a primazia nas reuniões e assim por diante. Mediante tudo isso, torna-se difícil com o tempo, o líder não ficar cheio de si, achar que é o tal. Perseguir a autopromoção, elogios e glórias não são saudáveis para a carreira. Porém, permitir-se receber críticas, repreensões, instrução e correção, são sinais de humildade e o tempero certo para o amadurecimento da liderança.
    6 - Compromisso: A vida no mundo moderno programou-nos com a expectativa de uma vida fácil, não que simplesmente esperemos encontrar facilidade em tudo. Quem não desejaria tal coisa? O que mais incomoda é que nossa expectativa consiste em receber recompensas abundantes com esforços mínimos. Coisas que requerem dedicação e tempo nem deveriam existir, pois sentimo-nos extremamentes justificados em evitá-las ou por desistir delas. Pior ainda são os que crêem que objetivos legítimos podem ser alcançados por meio ilegítimos, desde que estes meios encurtem os caminhos para aqueles objetivos.
    Vivemos numa época em que é grande o risco de sucumbir à mediocridade, não por causa da incompetência ou da falta de integridade, mas simplesmente por falta de comprometimento genuíno. A ausência de compromisso equivale a viver naquele crepúsculo acinzentado que desconhece tanto a vitória quanto a derrota.
    Conquistamos e mantemos seguidores comprometidos, quando nós mesmos nos comprometemos o suficiente para pagar o alto preço do sucesso. Muitos líderes dariam tudo para terem seguidores comprometidos com a causa. Porém, pedir comprometimento aos liderados, quando na verdade nós não somos, é absurdo. O comprometimento com as causas da organização deve partir primeiramente do líder, ao ponto de transparecer e contagiar os liderados.      
                                                                                                                                  Josildo S. neves

APRENDENDO COM OS ERROS E FRACASSOS

     O maior erro que alguém pode cometer é não reconhecer os próprios erros e fracassos, e achar que não está sujeito aos mesmos.
     Nada nesta vida é perfeito, principalmente nós, seres humanos, com nossas limitações, somos sujeitos aos erros e fracassos. Ainda bem que erramos! Pois diferente do que muitos pensam, além de fazerem parte de nossa vida, os erros também são essenciais para o nosso crescimento e sucesso, tanto pessoal como profissional. Um líder que  não erra não vai muito longe, pois não está vivendo a realidade e não tem raízes profundas para sustentar-lhe de pé. Todo líder que foi ou está sendo bem sucedido, aprendeu ou está aprendendo com os erros e fracassos. Deixar de dar atenção ou importância aos erros, tratando-os sem relevância, já é um grande erro, pois está privando a si próprio de aprender com eles.
     Não é a quantidade de erros cometidos que determina o sucesso de alguém, e sim quanto aprendeu com eles e se o aprendizado foi suficiente para evitar sua repetição. Nossa vida não é ficção como nos filmes de super-herói de desenho animado, ela é real, e segue os cursos normais, onde os erros fazem parte deles.
     Ser idealistas, achar que podemos fazer as coisas de forma perfeita, é bom, mas não podemos cair no risco de sermos fingidos com nós mesmos e com os outros, maquiando situações e tentando ser o que na verdade não somos. Admitir os erros e fracassos é o melhor caminho para evitar este tipo de comportamento, e quando admitimos, estamos praticando uma das melhores qualidades que alguém pode ter, independente de ser líder ou não, que é a humildade.
     Encare os erros, não tenha medo deles, torne-os como amigos seu. Insista em aprender com eles, pergunte a você mesmo e para os outros, o que está deixando de enxergar? Isto é bom para refletir e tentar enxergar além daquilo que podemos ver, pois ver o que é óbvio, muita gente faz, isto é muito fácil. Faça dos erros e fracassos, pontes para chegar ao sucesso. Admita-os, reconheça-os e os transforme em oportunidades de aprendizagem e crescimento.   


                                                                                                                                   Josildo S Neves