domingo, 28 de agosto de 2011

EMPATIA, VERDADE OU HIPOCRISIA?

     Empatia, verdade ou hipocrisia? Hoje em dia fala-se muito em empatia. Quase todo mundo se diz ser uma pessoa empática, no entanto, fica a pergunta. Será que na prática funciona mesmo, ou é apenas discurso?
     O termo empatia significa: capacidade de identificar-se com o outro, ou colocasse no lugar do outro. Mas, será fácil agir assim? Será que alguém consegue realmente colocar-se no lugar do outro? Nesta sociedade egoísta e individualista, será que encontramos alguém capaz de realizar tal feito? Será que eu seria capaz de abrir mão de meus interesses, em prol de outra pessoa? Assumir com totalidade os riscos da situação, independentemente do que seja? Na verdade, se alguém está em situação confortável, logo não precisará que alguém se coloque no seu lugar, concorda?
     Para se praticar a empatia, é necessário empregar amor, dedicação, compaixão e muitas vezes abrir mão do próprio bem está para realizar o do outro. É agir com o coração, guiado pela emoção. Particularmente não sei se seria capaz de tal feito. Em vez de dizer que sou empático, prefiro dizer que tenho bom censo e afeição pela justiça. Aquilo que eu não quero para mim, jamais darei para o outro. Se eu não quero o mal para mim, por que desejar para o meu semelhante? Este senso de justiça, fará com que olhemos para o semelhante da maneira que gostaríamos que olhassem para nós. Que coloquemos nas costa dos outros apenas fardos que também possamos carregá-los.
                                                                                                                                     Josildo S Neves

sábado, 13 de agosto de 2011

TERRENO FÉRTIL

     O coração é um terreno muito fértil, qualquer tipo de semente que plantarmos, brotará.
     Se plantarmos a semente do amor, com certeza colheremos muitos frutos bons e agradáveis ao paladar: Companheirismo, gratidão, empatia, solidariedade, compaixão, humildade, paz e felicidade. Estes são apenas alguns dos frutos que o amor pode gerar em nosso coração quando o plantamos. Estes frutos produzem saúde para o corpo, a alma e o espírito e ainda prolongam nossos dias.
     Se plantarmos a do ódio ou rancor, também colherenos muitos frutos, porém, maus e ruins, dos quais podemos destacar alguns. Egoísmo, ingratidão, apatia, tristeza, solidão e violência, estes são apenas alguns dos frutos gerados pelo ódio, e por sua vez, não são saudáveis e encurtam nossos dias de vivência.
     Podemos optar por plantar o amor ou o ódio ou ou simplesmente regar mais um do que outro. Mas vale lembrar que, colhemos aquele que estiver mais bem cuidado. Devemos aproveitar esta fertilidade de nosso coração para plantarmos coisas boas e assim também colhermos bons frutos. Sejamos um diferencial em meio esta sociedade injusta e egoísta, pois ela pode ser melhorada, depende de nós, dos plantios e colhetas que estamos fazendo em nosso ser. Lembremos, colhemos apenas aquilo que plantamos.
                                                                    Josildo S. Neves

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

     A fé é o firme fundamento das coisas que se esperam e a prova das coisas que não se vêm.  É acreditar na possibilidade de tornar possível o impossível. É enxergar além do horizonte de nossa visão.
     Fé é algo inexplicável, sobrenatural. Fé não é pensar positivo, como alguns imaginam ser, é lógico que quem tem fé pensa positivo, mas ela vai muito além de um mero pensamento, é o fundamento de nossa convicção, de nossa crença naquilo que não vemos, porém acreditamos. Ora, se nossa fé está firmada em algo visível, logo não é fé.
     Deus disse que sem fé é impossível agradar a Ele, pois é necessário que todo aquele que se aproxima dele, creia que Ele existe e que é recompensador daqueles que o buscam. Fé é algo divino, mas também é pessoal, ou seja, nós também temos a incumbência de desenvolvê-la ou não. Porém, existe um tipo de fé, que essa é de origem exclusivamente divina, é a fé salvívica – esta é dom do Espírito Santo de Deus, e é Ele quem concede a cada um segundo a vontade dele.
     Qual é o tamanho de sua fé? Ela é notável, ou quase não é percebida? Bem, não importa o tamanho dela, o que importa mesmo é se existe ou não, pois se for apenas do tamanho de um grão de mostarda, já será capaz de realizar o impossível. 
                                                                
                                                                 Josildo S Neves

terça-feira, 2 de agosto de 2011

INSTINTOS

     A lei da selva, onde sobrevive quem pode mais ou é mais esperto, mudou de habitat. Hoje esta lei impera na sociedade onde vivemos, não é mais exclusividade dos animais irracionais, agora pertence aos racionais. Racionais? Será que são racionais mesmo? Bem, seguindo o raciocínio de que racional é quem raciocina, então podemos dizer que... - não sei.
    Estuprar uma criança, tirar a vida dos próprios pais ou do semelhante simplesmente por prazer, jogar um bebê recém nascido na lata de lixo, etc. Estes indivíduos podem ser considerados como racionais? Bem, não quero criar polêmica, mesmo tendo uma opinião formada a respeito, prefiro não expressá-la. O que quero expressar mesmo é a inversão de instintos, ou seja, os animais estão cada vez mais sendo domesticados e deixando de serem irracionais, não de forma literal, é lógico. Enquanto os seres humanos estão tornando-se cada vez mais selvagens e irracionais, porém, no sentido literal.
    Quase não existe mais respeito mútuo, o cada um por si predomina e a ambição e competição desordenada e sem limites, passam por cima de todos como um rolo compressor, esmagando-os sem misericórdia, só sobrevivem os realmente fortes. Chegar à idade adulta é um desafio enorme, tem que ter muito jogo de cintura, como diz o ditado popular. Chegar ileso então, nem pensar, é impossível! Mas, a vida continua sendo bela e digna de ser vivida com apreço.   
                                                                                                               Josildo S Neves